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- Ilustração O homem se comunica através de imagens muito antes de desenvolver a habilidade da escrita. A facilidade de compreensão de qualquer mensagem escrita é reforçada se aliada a uma ilustração. Não somente isso, a ilustração sozinha já é uma excelente forma de comunicar uma idéia. Dezenas de autores conseguem, com suas ilustrações, efeitos maiores do que teriam ao explicar a idéia com palavras. O trabalho genial do mineiro Caulos é um ótimo exemplo disso (embora seu trabalho não seja vetorial).
7.1
– Ilustração Vetorial “Não
sou capaz de determinar se as imagens surgem do meu cérebro ou do meu
computador”
diz Osamu Sato, um dos primeiros artistas a trabalhar com vetores, em
entrevista à revista Wired. A questão da autoria, que preocupa muitos que
trabalham com computadores, é na verdade muito simples. Ilustrações
podem ser criadas a partir de materiais diversos, como lápis, carvão,
tintas, dobraduras, recortes etc. O material que usamos em “vetorart”
são formas geométricas. O computador e os programas de desenho vetorial são
ferramentas. Assim como um lápis é uma ferramenta. Porém, a escolha
da ferramenta seguramente influencia o resultado final do trabalho.
Assim como um trabalho produzido em aquarela tem características
diferentes de um trabalho feito com carvão, um trabalho vetorial tem
suas características únicas. É somente neste ponto que a ferramenta
influencia a criação. Softwares
de ilustração seguem padrões específicos que são comuns a todos os
programas de desenho. Cada software possui seu conjunto de
ferramentas, entre duas e quatro ferramentas fundamentais, mas
basicamente funcionam da mesma forma: adicionam novos nós, modificam nós
já existentes, alteram os pontos de controle das curvas de Bézier etc.
Os polígonos podem ser rotacionados, aumentados e diminuídos,
copiados, multiplicados, divididos, combinados para formar novos objetos
etc. As formas são compostas basicamente de linhas e preenchimentos, e
podem ser abertas (sem preenchimento) ou fechadas (com preenchimento). Cada profissional utiliza estas características
inerentes ao meio vetorial da forma que mais lhe convém. Alguns usam
somente linhas e poucas formas fechadas, outros somente formas primárias,
outros simplesmente não usam linhas. Mais do que uma questão de
estilo, é uma questão de padronização da composição. Podemos notar que toda ilustração de qualidade
segue um mesmo ritmo pré-definido pelo autor. O padrão de composição
é definido antes do início do trabalho. Assim como, por exemplo, um
pintor poderia utilizar somente pinceladas em diagonal para produzir em
sua obra um efeito único, um ilustrador deve selecionar seu ritmo, seu
“princípio unificador”, que irá tornar a composição mais
interessante e harmoniosa. Sem o uso selecionado e consciente dos recursos do computador, o artista simplesmente perderia o controle, e a obra final seria como temia Osamu Sato: de autoria da máquina.
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